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2 de maio de 2013
GERAÇÃO D
2 de maio de 2013

O MP3, famoso formato de arquivo que movimentou a indústria fonográfica na década de 90, ao viabilizar o download não autorizado de música, é a nova vítima da evolução tecnológica. Seus herdei­ros são os serviços de transmissão de áudio por streaming, tecnologia que veicula o conteúdo diretamente da internet, sem que o usuário necessite baixar arquivos, como no caso do MP3. Baseado no sistema de computação em nuvem, o streaming é o segmento de maior expansão no mercado digital da música da atualidade. Após uma década de declínio, a indústria musical global respira com os 20 milhões de pessoas que assinaram serviços de música na nu­vem ano passado, uma expansão de 44% em relação ao ano anterior. As novas ferramentas geram receita por meio da venda de publicidade ou por cobrança de assina­turas.

Essa lógica tem contribuído para combater o conteúdo não autorizado. Os downloads ilegais de músicas diminuí­ram 17% em 2012, segundo o grupo NPD, especializado em pesquisa de mercado. Do lado dos ouvintes, o atrativo das novas ferramentas está na facilidade de acesso às músicas, na possibilidade de ouvi-las em vários dispositivos e na integração com redes sociais. E o Brasil é um país-chave na estratégia das empresas. O francês Deezer, por exemplo, priorizou o País ao abrir seu site no final de janeiro, antes mesmo de arriscar-se em economias mais robustas, como os EUA, motivado pela musi­calidade da cultura local.

Hoje há diversos serviços musicais baseados na internet e disponíveis em celulares. Outro culpado pela morte do MP3 é o YouTube, que tem boa parte de sua audiência para o conteúdo musical. Mas, com o aumento da concorrên­cia, atrair essa clientela tornou-se mais difícil para o canal. Além do Twitter, que comprou no final do ano passado o We Are Hunted, ser­viço especializado em descoberta de artistas, a disputa do mer­cado de streaming con­ta, ainda, com mais um concorrente relevante: o Grooveshark, que declara ter 30 milhões de usuários no mundo. E diferentemente de seus rivais, o site americano permite aos usuários subir arquivos de áudio, assim como o YouTube faz com o vídeo. A guerra será boa.