TECH NATURALISM
28 de julho de 2017
MIDOREXIA
28 de julho de 2017

Muçulmanos gastaram cerca de US$ 266 bilhões com roupas e calçados em 2013. Este número é maior do que o total de gastos efetuados com moda no Japão e Itália juntos, de acordo com o relatório “State of the Global Islamic Economy Report 2016/17 da Thomson Reuters . E a estimativa prevista para 2021 é de aproximadamente US$ 368 bilhões.

Com foco nestes números, a H&M causou sensação com a modelo Mariah Idrissi, vestindo hijab (vestimentas preconizadas pela doutrina islâmica) em um dos anúncios em 2016. A campanha, emblemática, expressa uma mudança na forma como o Islã passa a ser retratado no marketing, entretenimento e na sociedade.

Além da H&M, nos últimos anos, marcas como DKNY, Tommy Hilfiger, Mango, Oscar de la Renta e Dolce & Gabbana desenharam coleções especiais dedicadas ao Ramadão. A cadeia britânica Marks & Spencer pôs nas lojas burkinis e a designer inglesa Hana Tajima desenhou hijabs e roupas “modestas” (como são chamadas estas vestimentas) para a Uniqlo. Ao mesmo tempo, há uma realidade que não atravessa facilmente a fronteira ocidente-oriente: um crescente grupo de mulheres que escolhe seguir orgulhosamente as regras de vestir muçulmanas e que quer fazê-lo com criatividade e com a sua marca pessoal: escrevem blogs e tem acordos com marcas. O setor já cresceu tanto que em 2016 aconteceu a primeira semana da moda “modesta”: a Istambul Modest Fashion Week. O evento aconteceu pela primeira vez em maio, promovido pela Modanisa, plataforma de venda de modest fashion com mais de 200 marcas e que vende para 60 países.