TWITTER UM NEGÓCIO SUSTENTÁVEL?
3 de agosto de 2010
GUERRA DE TITÃS
3 de agosto de 2010

       Petiscos fritos e bebidas doces fazem parte do passado da Pepsi Co, que pretende se converter em uma empresa saudável, com menos sal, menos açúcar e pouca gordura saturada. Para isso, a Pepsi vai reduzir em 25% a quantidade de sal até 2015 e em 15% das gorduras saturadas e 25% de açúcar até 2020. A meta de triplicar o faturamento dos produtos mais saudáveis é dividida em dois pilares: diversificação, com aquisição de marcas saudáveis, como Quaker e Gatorade; e inovação, com aumento de 47% no investimento em pesquisa e desenvolvimento, que chegou a US$ 414 milhões no ano passado. Um dos projetos de maior destaque foi a introdução de um sal que reduz a ingestão de sódio pelo organismo em até 25%, que já está em seus salgadinhos nos Estados Unidos.

       No Brasil, a aposta é na substituição do óleo de palma pelo sucedâneo de girassol, que tem menos gordura. Porém, no Brasil há somente 25 mil hectares plantados com o tipo escolhido e o preço do girassol é 60% maior que o da palma. “O consumidor prefere um produto mais saudável, mas não compra se ele for mais caro”, explica Otto Von Sothen, presidente da divisão de alimentos da PepsiCo Brasil. Com isso, a única solução é incentivar o aumento do número de produtores da semente. A Pepsi é referência internacional com o seu programa na agricultura brasileira.

       O Brasil é o único entre os 200 países onde a Pepsico opera com um sistema 100% just in time de abastecimento. Menos de 48 horas após a colheita, as batatas entram na linha de produção. O programa da operação brasileira tornou-se referência internacional. E a subsidiária saltou da oitava para a terceira posição no grupo.