MONOMARCAS
6 de setembro de 2012
ESTADO MENTAL
19 de outubro de 2012

As Olimpíadas 2016 valorizaram a “marca Brasil”, mas o cartão-postal, Rio de Janeiro, ainda vale menos que Londres, última cidade a sediar uma edição
dos Jogos. Enquanto o Brasil vale R$ 2,8 trilhões, o Reino Unido foi avaliado em R$ 4,4 trilhões pela consultoria britânica de avaliação e gestão de marcas Brand
Finance. Segundo o CEO da empresa na América do Sul, Gilson Nunes, a diferença se dá pois o Brasil não trabalha sua imagem ao redor do mundo. “Esse é o
 principal desafio para o país”, afirma Nunes. A metodologia da consultoria leva em conta empresas que patrocinam o campeonato, ambiente de turismo, fluxo de
 pessoas e infraestrutura do país, entre outros dados. 

A Brand Finance constatou ainda que houve valorização de um torneio para o outro. Em Pequim, em 2008, a Olimpíada valia R$ 51,3 bilhões, valor que saltou
 para R$ 96,1 bilhões em 2012, em Londres. Isso se deve ao trabalho de imagem realizado pelo Comitê Olímpico Internacional, que conseguiu aumentar patrocínio
 em 10,5% e o volume de negócios associados aos Jogos. Com isso, os Jogos Olímpicos passaram a ser a segunda marca mais valiosa no mundo, atrás da Apple,
com R$ 142,6 bilhões, e a valer mais que as marcas de seus patrocinadores, como Samsung, com R$ 77,2 bilhões, e Coca-Cola, com R$ 62,8 bilhões, por exemplo.

Em quatro anos, a receita total do evento cresceu 38%, para R$ 10,2 bilhões e a renda com transmissão dos jogos na televisão para R$ 7,8 milhões.