ISLÃ FASHION
28 de julho de 2017
OUVIDOS ATENTOS
28 de julho de 2017

Em 2017, aproximadamente ¼ das pessoas no planeta estarão com mais de 50 anos, o que configura um número recorde na nossa história. Consumidores nesta faixa etária têm uma nova forma de encarar o envelhecimento e seu significado em termos de estilo de vida e expectativas. Os “50+” são mais exigentes em suas necessidades de consumo, criando o que é cada vez mais referido por especialistas americanos como a “economia de longevidade”.

Estudos apontam que a tendência do novo bem-estar, sem barreiras geracionais, está aumentando na sociedade moderna.

No que toca ao consumo, percebe-se que atualmente não existe diferença entre as compras que realizam os 50+ e os jovens, fenômeno que revela que os limites das gerações estão diminuindo e que os hábitos de compra cada vez estão mais parecidos. Isso se deve porque todas as gerações passam a se preocupar com “viver bem”. Portanto, é mais comum que os adultos realizem compras ou atividades sem se importarem com as etiquetas de idade. Cada vez perdem mais sentido frases como “coisas de pessoas da sua idade”.

Nesse caminho, a jornalista Shane Watson cunhou o termo “midorexia” para descrever “a crença de que não apenas podemos ser mais atraentes, mas na verdade, de fato, a idade nos transforma em pessoas ainda mais sedutoras e seria um crime não aproveitarmos ao máximo disso, antes que seja tarde”.

Antenadas com esse novo filão, marcas passam a se concentrar menos em millennials e mais nos clientes com idade acima de 50 anos.

De acordo com a AARP, um grupo de lobby dos EUA para os idosos, a atividade econômica anual do mercado de longevidade nos EUA é de US $ 7,6 trilhões.