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O homem mente, em média, três vezes por dia – o equivalente a 1.095 mentiras por ano –  contra duas mentiras diárias das mulheres, segundo pesquisas britânicas do Museu da Ciência de Londres. Outros estudos apontam que mentimos em cerca de 25% das interações que fazemos.

Logo,  a mentira seria uma ferramenta necessária à vida humana, que ajuda a conviver em sociedade e burlar regras sem (tanta) culpa. E segundo David Smith, professor de filosofia da Universidade de New England, no Estados Unidos, “A vida social requer desonestidade. Uma pessoa que sempre disser a verdade será banida socialmente, viverá e morrerá sozinha”. “Mentir é um passaporte para o sucesso”, conclui.

Mas, porque recorremos a tal prática? Para preservarmos a nossa “máscara social”. O psiquiatra e presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, Alvaro Ancona, explica que a mentira social busca um ganho afetivo explícito, enquanto a mentira patológica esconde aspectos da identidade ou propósito.

Atenção: vínculos afetivos e altos níveis de intimidade são avessos à detecção de inverdades. Quanto maior o envolvimento emocional com o interlocutor, menor a capacidade de descobrir mentiras. Ou seja, se um especialista em comportamento não verbal tem 80% de chance de identificar quando alguém está mentindo, quando existe envolvimento afetivo essa capacidade de detecção cai para 20%, porcentagem equivalente à taxa de chute. “Ou seja: o especialista consegue saber se uma pessoa no trabalho está mentindo, mas não a mulher dele”, brinca a psicóloga Mônica Portela.