CELULAR GARANTE INCLUSÃO
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MONOMARCAS
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Para descobrir o que realmente chama a atenção do público em um teste de mercado, empresas como Procter&Gamble Co., Unilever PLC e Kimberly-Clark Corp. estão combinando simulações tridimensionais computadorizadas de protótipos de produtos e gôndolas de varejo com a tecnologia “eye-tracking”, que monitora a movimentação e fixação do olhar. Hoje em dia, já é possível monitorar a retina para saber exatamente em que ponto o olhar se fixa, por quanto tempo e quantas vezes. Essas informações têm sido importantes também no desenvolvimento do design de produtos.

A Kimberly-Clarck é um exemplo típico. Para testar sua nova embalagem de toalhas de papel, a empresa usou computadores com câmera de monitoramento de retina e descobriu o que atraía a atenção da pessoa, o ponto mais comum de partida e o caminho que o olhar percorria na embalagem. A combinação ajudou a optar por um desenho em forma de onda. Para Michel Wedel, professor universitário nos Estados Unidos, o olho processa imagens com tanta rapidez que nem sempre o tamanho importa.

Atualmente, o custo dessa tecnologia vem caindo. Uma câmera de rastreamento de retina incorporada a um computador e a óculos especiais pode custar até US$ 40.000. Há empresas indo além e monitorando também a atividade cerebral para descobrir que imagens geram reações de prazer. Para a Procter&Gamble, a tecnologia ajuda também a cortar custos no projeto de produtos, onde 80% são desenvolvidos a partir de técnicas de modelagem virtual ou simulação.