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Jean Twenge, PhD e psicóloga da Universidade Estadual de San Diego, estuda as diferenças de gerações há 25 anos em seu recente livro iGen: Why Today\’s Super-Connected Kids are Growing up Less Rebellious, More Tolerant, Less Happy – and Completely Unprepared for Adulthood”, sinaliza que o fascínio de independência, tão poderoso nas gerações anteriores, detém menos influência sobre esta geração (nascida após 1995).

Depois de uma investigação baseada em pesquisas com 11 milhões de jovens americanos além de entrevistas em profundidade, Twenge chegou à conclusão de que os nascidos depois de 1995 são menos propensos a dirigir, trabalhar, manter relações sexuais e ingerir bebidas alcoólicas, mas também chegam à vida adulta com menos experiências e sem um senso de independência. “Eles estão mais preocupados em estar física e emocionalmente seguros. Bebem menos e não gostam de riscos”, conclui Twenge.

Twenge explica que esses jovens nasceram e cresceram em ambientes mais seguros e, com uma infância mais protegida, tiveram menos experiências e têm dificuldades para tomar decisões. “Os de 18 anos agem como se tivessem 15 em gerações anteriores. [Eles] não gostam de fazer coisas nas quais não se sintam seguras, o que fazem é adiar os prazeres e as responsabilidades”, afirmou.

É claro que o fascínio da independência, tão poderoso nas gerações anteriores, detém menos influência sobre os jovens de hoje. Claro, que adiar as responsabilidades da vida adulta não é uma inovação iGen. A geração X, na década 90, foram os primeiros a adiar os marcadores tradicionais da vida adulta. Mas a geração iGen conseguiu esticar a adolescência além de todos os limites das gerações anteriores.

Dirigir, um símbolo de liberdade para as gerações anteriores, perde o apelo para os jovens de hoje.  Os números de jovens com carteira de motorista apresentam queda crescente em comparação as gerações anteriores. Para alguns, a mãe e o pai são tão bons motoristas que não há necessidade urgente de dirigir. “Meus pais me levam por toda parte e nunca se queixaram, então eu sempre tive passeios”, conta um jovem estudantes de 21 anos em San Diego. Outro jovem de 22 anos disse “Eu não tirei minha habilitação até que minha mãe me disse que não poderia continuar me levando para a escola”.

Em resumo:

Eles são menos propensos a
– dirigir,
– trabalhar,
– fazer sexo,
– sair e beber álcool,

E, chegam à universidade e ao mundo do trabalho
– com menos experiências,
– mais dependentes
– e com dificuldade de tomar decisões.

Superconectividade típica desta geração, que
– passa em média seis horas por dia conectado à internet,
– enviando mensagens
– e jogando jogos online.

Por conta disto, acabam passando menos tempo com amigos, o que pode afetar o desenvolvimento de suas habilidades sociais.