PERIFERIA E MARCAS
6 de setembro de 2012
TWITTER SEM FÉRIAS
6 de setembro de 2012

Uma preocupação para as marcas é que as redes sociais aceleraram a velocidade com que as notícias danosas se espalham. Porém, se antes grupos que organizam boicotes a determinadas marcas levavam vantagens em redes como Twitter e Facebook, hoje em dia as marcas se aproveitam do período de calmaria para elaborar suas próprias imagens corporativas e então amplificar agressivamente seus autorretratos apaixonados durante os momentos de interesse público. É por isso que muitos CEOs estão sendo aconselhados a realizar uma verificação social e política completa de suas empresas, sendo desafiados a pensar em maneiras de como conter possíveis ataques antes que eles ocorram.

A Nike é um exemplo, há alguns anos tinha sua marca associada a sites que criticavam a ética da companhia. Hoje, as buscas levam para o nikebetterworld.com, onde
os leitores podem conhecer as iniciativas positivas da empresa. “A ideia de produzir um conteúdo preventivo para depois ativá-lo como mídia paga no momento em que a controvérsia surge é quase um pré-requisito estratégico hoje em dia”, afirma Rob Normam, presidente da GroupM North America, uma das maiores compradoras de espaço de mídia nos EUA.

Os gestores das marcas compram antecipadamente anúncios no Google que miram palavras-chave associadas a um boicote, protesto ou batalha legal. Exemplo recente aconteceu com a Chevron. Ao digitar “Chevron e Equador” no Google, os primeiros resultados são links pagos para sites da Chevron cheios de texto e vídeos defendendo os valores da empresa e reagindo contra o “caso ilegítimo contra a Chevron no Equador”.

Uma vantagem que as empresas têm é que as ferramentas analíticas têm tornado o processo de avaliação de risco de qualquer protesto, uma coisa relativamente fácil. Hoje em dia, os monitoramentos de mídia social mostram o número de pessoas descontentes e se a indignação está aumentando ou dissipando. Afinal, ” as pessoas vivem um teatro de déficit de atenção. Elas ficam furiosas e em seguida seguem em frente”, diz Thomas Gensemer, da Blue State Digital.