DEBANDADA COLETIVA?
19 de outubro de 2012
LIKES!
19 de outubro de 2012


A indústria jornalística passa por uma mudança de paradigma, já que a informação nunca foi tão abundante. Porém, os meios de comunicação nunca tinham se visto em uma situação econômica tão deficitária. Ficaram pra trás os tempos em que a publicidade pagava as despesas editoriais. A internet revolucionou o negócio das mídias e os hábitos das pessoas na hora de consumir notícias, além de destruir as barreiras de entrada, deixando a indústria editorial com pouca capacidade de resposta para contra-atacar.

Em âmbito mundial, porém, há quase duas vezes mais leitores de jornais do que usuários de internet, segundo o relatório World Press Trends. Mais de 3 bilhões de pessoas leem um jornal regularmente. Em escala global, as pessoas destinam em torno de sete horas por dia ao consumo de mídia. É claro, que em levantamento de dados sempre há os extremos, obviamente os  norte-americanos são os que mais dedicam tempo à mídia por dia, cerca de 10 horas, com ênfase na televisão e no rádio. No outro extremo temos os indianos com apenas 250 minutos.

Desde 2006, o número de jornais pagos em todo o mundo aumentou 12,3%, somando 14.855 publicações.  Segundo o estudo, em 2010, os jornais obtiveram 21,7% de toda a publicidade globalmente, mas em 2011, a receita dessa área caiu 1,9%. O estudo prevê que, nos próximos dois a três anos, as despesas de publicidade na internet vão superar as dos jornais. O fenômeno já acontece no Japão, França e Grã Bretanha.

No entanto, ainda falta tempo para que a publicidade digital supere a impressa, pois, por mais que o a internet represente 16,4% do total, dá conta apenas 7,4% da receita por publicidade das editoras de jornais no mundo. A Noruega é o país em que os jornais tem a maior porcentagem de receita por publicidade derivada dos meios digitais.

É óbvio que as mudanças aceleradas do consumo imbuíram as empresas do setor a focar com mais ênfase suas estratégias digitais. Ao mesmo tempo, os fenômenos smartphones/ tablets e redes sociais criam para a indústria editorial uma posição de desfrutar de níveis mais altos de participação e compromisso dos leitores.