AFRODITES E NARCISOS!
23 de maio de 2011
CRÍTICA MORDAZ
23 de maio de 2011

Apesar das vendas globais continuarem crescendo,  puxados pelos países emergentes, o futuro da indústria relojoeira é incerto. É que cada vez mais a geração X, formada por pessoas nascidas entre 1965 e 1982, olha as horas no celular e, teoricamente, não precisará mais dos relógios de pulso. Nos Estados Unidos, por exemplo, as vendas estão estagnadas. Além dos celulares, os iPods também são concorrentes, já que há uma versão para se usar no pulso, com a vantagem de armazenar e tocar oito gigabytes de música.

Para conquistar essa geração, a francesa Hysek lançou o HD3 Slyde, relógio feito de titânio, à prova d´água e com sensor para ajustar automaticamente o brilho do visor de acordo com a luminosidade. A tela LCD é ainda sensível ao toque, com preço de aproximadamente US$ 5.800. “O objetivo é trazer o relógio para a nossa era”, explicou Jorg Hysek, dono da empresa. Com o relógio, é possível ter as opções tradicionais, como calendário, cronômetro e fuso horário, ou ainda ver fotos, vídeos e aplicativos. A empresa garante que até o fim do ano será possível sincronizar o relógio com o computador. Concorrentes já se movimentaram e a Hewlett-Packard está desenvolvendo relógio com sensor bluetooth, que emitirá um alerta de chegada de e-mails ou mensagens no Facebook.

Fica a pergunta: Será que a geração X gastará 08 vezes mais o valor de um iPad em um relógio que nem chega a ter funções do tablet?