UM GELADO QUE É QUENTE
10 de março de 2014
TOPOLOGIA DE IDEIAS
10 de março de 2014

Os brasileiros não são profissionais empreendedores e inovadores. É a conclusão da pesquisa Talento Brasileiro, estudo de cinco anos realizado pela Etalent em parceria com o site Vagas.com e a Affero, com 1,3 milhão de profissionais em todo o país. Dos 36 perfis profissionais mapeados, o inovador e o empreendedor estão presentes em menos de dois de cada cem profissionais brasileiros. Mais escassos do que eles só indivíduos visionários e impulsionadores, igualmente valiosos para o sucesso econômico: de cada cem profissionais, menos de um se encaixa nesses. O perfil mais encontrado nos brasileiros é o do facilitador, com 8,28%, seguido do observador, com 6,98% e o articulador, com 6,65%.

Os números mostram que, diferentemente do que prevalece no senso comum nacional, criatividade e inovação não são o forte do País. Na avalição da Etalent, caraterísticas como simpatia e cordialidade e a capacidade de dar um “jeitinho” de driblar normas têm sido confundidas com criatividade e inovação.

Na prática, muitas organizações não têm ideia de como casar pessoas e funções. O problema começa na definição das competências dos colaboradores.. Outro problema frequente nas organizações é a construção, pelos gestores, de um perfil comportamental de “super-homem” para seus subordinados. Oito de cada dez executivos querem que o funcionário seja direto, voltado para resultado, persuasivo, simpático, estruturado, organizado, detalhista, preciso e minucioso. Enfim, as empresas querem que o indivíduo seja o que ele não é e pedem que dê o que ele não tem.

 

Fonte: Valor Econômico, Mente&Cérebro, Exame e Dinheiro