ECOSSISTEMA DE INTERNET
2 de março de 2012
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2 de março de 2012

Um velho incômodo na Internet, o Spam, prepara-se para um segundo ato. Mensagens falsas oferecendo prêmios estão cada vez mais comuns no Twitter e no Facebook. A diferença para o spam tradicional, enviado por email, é que este spam, apelidado despam social, vem através de sua rede de amigos. Os sites até combatem os spams, mas acabam sendo traídos pela mudança de filtro realizada pelos programas maliciosos. Apesar disso, o Facebook informa que apenas 4% do seu conteúdo é spam e que eles atingem 4 milhões de pessoas por dia. No Twitter, o número é de 1,5%.

Ao infectar um computador, o spam dá a uma terceira pessoa o controle sobre os dados da conta no Twitter ou Facebook, que logo posta mensagens oferecendo algo para a rede de amigos. Ao clicar na oferta, um novo computador é infectado, reiniciando o ciclo. Para combater, cada usuário precisa desinstalar o malware de seu navegador de internet ou rodar um antivírus que o remova. Além disso, é necessário marcar as mensagens como spam, alertando a equipe do Facebook para a proteção do site. O servidor que abriga o malware mata o link, mas o spammer logo muda o filtro e reinicia o jogo de pega-pega.

As ameaças preocupam e o Facebook, que tinha apenas um engenheiro de combate em 2008, hoje tem 30 outros engenheiros, mais uma equipe de segurança com 46 pessoas, além de 300 funcionários focados em outros problemas. Já o Twitter terá até o fim do ano cinco programadores na “ciência do spam” e mais nove especialistas em abusos de contas.