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8 de julho de 2015
IGNORAR É PRECISO
8 de julho de 2015

Com a revolução digital e a disseminação de tablets e smartfones, o mesmo volume de informação produzido entre o início da civilização e o ano de 2003, marco zero da era digital, passou a ser produzido a cada dois dias. Com isso, surge a “economia da atenção”, descrita por Herbet Simon, prêmio Nobel de Economia: “a riqueza de informação cria pobreza de atenção, e com ela a necessidade de alocar a atenção de maneira eficiente em meio à abundância de fontes de informação disponíveis”, explica. Durante muito tempo, as pessoas prestavam atenção em uma aula ou palestra por 45 a 50 minutos. Hoje, entre 10 e 20 minutos os níveis de atenção caem drasticamente.

A proliferação da informação gerou também um novo tipo de consumidor, os “multitarefas”, capazes de responder whatsapp, estudar matemática e ver uma partida de futebol na TV simultaneamente. Porém, para muitos estudiosos, esta capacidade “multitasking” não existe, até porque o nosso cérebro processa cerca de 110 bits de informação por segundo. Entender o que uma pessoa está falando conosco, por exemplo, é uma função que consome cerca de 40 bits, o que explica por que não conseguimos entender mais do que duas pessoas falando ao mesmo tempo. Imagine executar mais de 1 tarefa com atenção focada!

Realmente, o que vemos são pessoas “task-switch”, que trocam de tarefas tão rapidamente que dão a impressão de fazer essas coisas ao mesmo tempo.

Pesquisa da Microsoft comprova a teoria: no ano 2000, um ser humano conseguia ficar 12 segundos concentrado em uma tarefa, sem se distrair. Agora, esse número caiu para 8 segundos.

Em 1992, 97% das pessoas diziam prestar atenção nos anúncios. Hoje, não chega a 20%. A medida em que se presta menos atenção, o custo da publicidade aumenta. Em 1990, as empresas gastavam, em média, US$ 18 para atingir mil espectadores nos EUA. Hoje, custa US$ 132.

Enfim, o Foco é um bem escasso, verdadeiro artigo de luxo num mercado dominado pela informação!