EM BUSCA DE UMA LIDERANÇA NA ECONOMIA DIGITAL
22 de outubro de 2010
DIETA DIGITAL
22 de outubro de 2010

Quando criou o Facebook, Mark Zuckerberg não imaginava que sua rede atingisse a marca de 500 milhões de usuários. E se fosse um país possuiria a terceira maior população do planeta. O site é acessado diariamente por 200 milhões de pessoas e, se fosse um país, teria PIB de até US$ 16 bilhões. O Facebook conta com 16% de todos os anúncios publicitários da web, que impactam um público fiel, que permanece, em média 55 minutos conectado à rede.

No último ano, os maiores anunciantes do Facebook aumentaram seus gastos nos Estados Unidos em pelo menos dez vezes, enquanto alguns aumentaram em até 20 vezes ou mais. É o que afirma a diretora operacional da rede, Sheryl Sandberg. O preço de veiculação dos anúncios no site permaneceram estáveis, mesmo com o número de usuários chegando a meio bilhão de perfis. Para atrair ainda mais receita e usuários, a controladora do Facebook pode abrir capital até 2012. Hoje, apenas Google, Yahoo e Microsoft são maiores.

O Facebook pretende fazer mais aquisições para recrutar líderes e criar funções que mantenham os usuários nas páginas por mais tempo. As receitas poderão, então, crescer para pelo menos US$ 1,4 bilhão em 2010, de onde a maior parte vem da propaganda. O sucesso, porém, depende das preocupações com privacidade e concorrentes como Twitter. Para tornar as mensagens de marketing mais atraentes para os anunciantes e menos intrusivas para os usuários, o Facebook incorporou elementos sociais a elas.

O crescimento dos anúncios do Facebook é diferente do Google. No site de relacionamentos, a maior parte vem dos chamados “display ads”, mensagens gráficas que aparecem como boxes nas páginas da internet, em vez dos anúncios relacionados a buscas, que são o principal do Google. O Facebook tirou do Yahoo o status de maior site dos Estados Unidos em display ads, com participação de 16% no primeiro trimestre.