COLHEITA FELIZ
3 de agosto de 2010
MAIS SAUDÁVEL
3 de agosto de 2010

       Depois de quatro anos e acordos com o Google e a Microsoft, o Twitter poderá se tornar um negócio sustentável. A febre de mensagens curtas que ganham importância de acordo com os acontecimentos mescladas com outras sem importância coletiva justificaram, pela primeira vez, os acordos com as empresas, que estariam orçados em US$ 25 milhões. Em setembro do ano passado, o Twitter teria recebido mais de US$ 100 milhões em novos financiamentos, somados a aportes anteriores de US$ 60 milhões. Para seguir tendo êxito, o Twitter precisa conquistar novos usuários e provar a utilidade das informações. “O que fazer para gerar mais valor?” é o questionamento de Evan Willians, fundador do portal.

       Recentemente, documentos que vieram à tona na imprensa comprovavam a agonia do Twitter em encontrar um modelo de negócios confiável conforme crescia o número de usuários. Os arquivos teriam projeções de que, até o fim de 2013, o site teria 1 bilhão de usuários, US$ 1,5 bilhão em receitas e US$ 1,1 bilhão em ganhos líquidos. Quantificar o Twitter é uma tarefa complicada, uma vez que os tweets não são páginas, e sim fluxo de dados. Apesar disso, o site tem oportunidades para venda de dados para fins comerciais, como informar reclamações de usuários e citações de marcas.

       Em 2009, o número era de 75,2 milhões de usuários. Com o passar do tempo, o Twitter vem se tornando menos pessoal e abrangendo cada vez mais notícias, que passaram a ser espalhadas pelos usuários. Com os aplicativos que garantem o uso mais fácil e focado, os serviços do Twitter estão cada vez mais difundidos. Com isso, o bordão foi trocado de “O que você está fazendo?” para “O que está acontecendo?”. “Em 2009, tivemos uma mudança no tipo de usuário e também de atenção e de foco na internet em tempo real”, confirma John Bortwick, CEO da Betaworks. Com todas as mudanças, mesmo que o futuro modelo de negócios do Twitter não esteja definido, o Twitter e o Facebook devem se tornar o primeiro lugar onde as pessoas se informam. 

       O fato é  que “no mundo da busca em tempo real, o grande lance é conseguir antecipar o que o usuário quer”, afima Evan Williams.