Companhias voltam a investir em treinamento
3 de maio de 2010
UM NOVO IMPACTO TRANSFORMADOR?
5 de maio de 2010

         Depois de um trabalho de 24 anos, realizado pelo brasileiro João Havelange, a FIFA, entidade máxima do futebol mundial, tem hoje mais associados que a Organização das Nações Unidas (ONU), com 208 federações filiadas. Porém o que mais chama a atenção é o faturamento alcançado em 2009: recorde de US$ 1,059 bilhão e lucro de US$ 196 milhões. Apesar da polêmica envolvendo as contas da entidade, o atual presidente, Joseph Blatter, é o principal responsável pelo crescimento lucrativo. 

         Desde 2003, quando profissionalizou a gestão e organizou as contas, Blatter fez o patrimônio da FIFA saltar de US$ 76 milhões para US$ 1,061 bilhão. Apesar de ser acusado de ter feito transações nebulosas, como desviar dinheiro para fins pessoais, o perfil de bom negociador do executivo de 73 anos contribui para o crescimento. Só em direitos de televisão, a FIFA recebeu US$ 650 milhões, somados às diversas ações de marketing, que contabilizaram mais US$ 277 milhões. Hoje, os principais patrocinadores pagam até US$ 150 milhões para estampar as marcas em competições oficiais. Já é esperado, na África do Sul, um lucro maior que o da última Copa, que foi de cerca de US$ 249 milhões. 

         A pergunta que não cala é o destino do dinheiro. Segundo relatórios da entidade, somente em organização de eventos foram gastos US$ 456 milhões. Outros US$ 172 milhões foram destinados ao desenvolvimento de novos projetos, somados aos US$ 158 milhões com arbitragem, passagens aéreas e hospedagem. Com isso, a FIFA mostra a certeza de que o futebol pode ser um excelente negócio.