ESTADO MENTAL
19 de outubro de 2012
EMBALAGENS INTELIGENTES
19 de outubro de 2012

Atualmente, as empresas tem recorrido cada vez mais a recursos lúdicos para consolidar a fidelização dos clientes, além de mudar hábitos dos funcionários. A tendência de transferir a mecânica dos jogos para ambientes e processos já tem até nome: gamificação. Nos últimos anos, a ciência dedicada ao comportamento humano demonstrou que as brincadeiras e os jogos constituem uma vivência essencial para o desenvolvimento de novas conexões neurais durante a vida. Karl Kapp, professor de tecnologia da Bloomsburg University, alerta que a gamificação significa mais. “Estamos falando de recriar radicalmente os processos de ensino e as técnicas motivacionais, usando os mecanismos e a estética dos jogos para estimular o aprendizado, motivar a ação, alterar condutas e ajudar na solução de problemas”, afirma.

O sucesso da gamificação pode ser medido nos resultados de algumas empresas. A Nike oferece um exemplo de como os games contribuem para essa fidelização dos clientes. Em 2006, lançou o aplicativo Nike Plus, que hoje pode ser instalado no iPad, febre na época, e permite fazer um acompanhamento da atividade física, estabelecendo metas e aferindo o desempenho, além de partilhar o resultado nas redes sociais. Já a Volkswagen, em 2011, aplicou o conceito de games no desenvolvimento de uma estratégia de responsabilidade social corporativa na Suécia. Chamada de Speed Camera Lottery, a campanha incluía um jogo que premiava os participantes que obedecessem aos limites de velocidade nas vias da cidade. Com o programa, o índice de infrações caiu 22%. 

Para o especialista Gabe Zichermann “O mundo está diante de uma oportunidade única para mudar e melhorar comportamentos em áreas que variam de marketing a práticas dos governos. No entanto, há especialistas que temem  o uso exagerado da gameficação banalize assuntos delicados e os transforme em fatos intranscendentes.