Verbetes

OPEN-BOOK MANAGEMENT

Num mundo cada vez mais global e transparente, onde a informação flui de forma livre e aberta e onde se proclama que as pessoas são o activo mais importante das organizações, é difícil justificar porque só as chefias têm acesso aos relatórios financeiros das suas empresas. A técnica do open-book management visa eliminar essas restrições de acesso à informação, de forma a que todos os trabalhadores se sintam envolvidos e responsáveis pela “saúde” financeira da empresa.

BIBLIOGRAFIA
Open-book Management, de John Case (Harper Business, 1995).

OUTPLACEMENT

Os grupos empresariais têm passado por reestruturações associadas a despedimentos maciços. Neste contexto há um novo negócio a florescer, o outplacement. É uma técnica de gestão de recursos humanos que visa apoiar os trabalhadores dispensados rumo à sua reinserção profissional. As consultoras em outplacement fornecem aconselhamento financeiro e formação em recrutamento e selecção. Há quem prefira criar centros de outplacement internos, que prestam auxílio aos trabalhadores dispensados e aos que são recolocados em novas funções.

BIBLIOGRAFIA
The Outplacement Solution, Wolfer e Wong (Wiley, 1988); The International Relocation, Coyle e Shortland (Heinemann, 1992); Winning Career Moves, Geraldine Henze (Irwin, 1992); The Middle Management Challenge, Frohmann e Leonard (McGraw-Hill, 1993); The Frontiers of Excellence, Robert Waterman (Nicholas Brealey, 1994).

OUTSOURCING

Trata-se de contratar uma entidade exterior à empresa para executar serviços não estratégicos (que não produzem valor acrescentado para os clientes), em vez de os produzir internamente. A grande vantagem reside na redução de custos que tal opção implica. Talvez ainda seja mais importante o facto de o outsourcing libertar mais tempo aos executivos para se dedicarem mais às core competence (competências centrais) da empresa. O conceito nasceu na área das tecnologias de informação. Tem maior potencial de aplicação em indústrias dinâmicas, em que as pressões para cortes nos custos são mais intensas.

BIBLIOGRAFIA
Competing for the Future, de Gary Hamel e C. K. Prahalad (Harvard Business School Press,
1994); Information Systems Outsourcing, de Mary Lacity e Rudy Hirschheim (Wiley, 1995).

Padrões (standards)

Invente-os e governe.

As empresas costumavam concorrer fazendo coisas e vendendo-as. Na nova economia, no entanto, muitas vezes o jogo já acabou quando o primeiro produto sai de uma fábrica. As vezes isso acontece porque um novo participante do mercado cria um padrão -e por­tanto é dono dele. Em outros casos os vencedores emergem dos bastidores, em negociações a respeito de detalhes técnicos que permitem que tecnologias complexas conversem, como, por exemplo, impres­soras e programas de computador, ou DVDs e equi­pamentos de som.

Paradoxo da produtividade (productivity paradox)

Onde está a vantagem?

Hoje os computadores representam o principal inves­timento de muitas empresas. Os executivos dizem que compram as máquinas para aumentar a produtivida­de, para levar os operários a fazer cada dia mais. Uma resposta óbvia é que as estatísticas criadas para contar os automóveis que saem das linhas de monta­gem são cegas em relação ao chamado trabalho do conhecimento (knowledge work),ou seja, a tomada de decisões e o lançamento de novas idéias. Outra expli­cação é que leva tempo para que as companhias se organizem em torno de novas habilidades.

Mas sem dúvida isso enfatiza a ausência de formas confiáveis de medir o que os computadores estão fazendo. Sem esses dados, as pessoas que traçam as políticas a ser seguidas procuram gerir a nova eco­nomia num vôo ainda mais cego que habitualmente.

Paradoxo de Grossman

Por que have­rá sempre um mercado para a informação?

Suponha, como fazem muitos economistas, que os mercados têm todas as informações disponíveis, são capazes de prever os desdobramentos de cada uma delas e reagem o mais rápido possível a qualquer nova informação. Sanford Grossman, professor da Wharton School, foi o primeiro a afirmar que essa hipótese é uma contradição em si. Se os mercados estão perfeitamente bem-informados, não há nada a ganhar com a coleta de mais informações. Mas, se ninguém coletar novas informações, os mercados não estarão perfeitamente bem-informados. Conclusão: nunca chegare­mos a saber tudo ou, no mínimo, nunca chegaremos a saber que sabemos tudo.

Patente

Critério de propriedade industrial referente aos direitos de comercialização exclusiva, por um período determinado, de uma invenção que, além de ter características de novidade em relação ao conjunto de conhecimento existentes,comprove ter uma aplicação industrial.Um certificado de patente tem geralmente o prazo de vinte anos contados a partir do seu respectivo pedido;findo esse prazo, o objetivo da patente cai em domínio público e pode ser utilizado por qualquer pessoa física ou jurídica.

Personalização em massa (mass customization)

O  mercado de um só: você.

A Era Industrial criou um dilema. Os bens podiam ser produzidos em massa, padronizados e baratos. A Era da Informação e o advento de máquinas operatrizes controladas por computadores permitiram aos consumidores ter as duas coisas: produtos persona­lizados e baratos. A questão não é mais saber se as pes­soas poderão escolher, mas se quererão.

A personalização ou customização em massa alimentará o que vem sendo chamado de desindustrialização da economia voltada para o cliente, ou seja, aumentar o status de tudo que não puder ser for­necido em grande escala e… ponto final. Para come­çar, vasos da dinastia Ming e massagens.

Pesquisa

Em sentido geral, é todo procedimento sistemático de investigação ou de busca minuciosa para averiguar e estudar a realidade, com o fim de descobrir ou estabelecer fatos ou princípios relativos a um campo qualquer do conhecimento. No campo da comunicação, compreende, “o estudo científico dos elementos que integram o processo comunicativo, a análise de todos os fenômenos relacionados ou gerados pela transmissão de informações, sejam dirigidas a uma única pessoa, a um grupo ou a um vasto público”. Nessa definição, proposta por José Marques de Melo, a pesquisa em comunicação não se limita ao levantamento da penetração dos veículos de informação coletiva junto ao público, para determinar índices de audiência. Ela abrange, em termos muito mais amplos, “o estudo sistemático de todos os meios, formas e processos de informação ou de comunicação social, segundo critérios quantitativos e qualitativos. “É o estudo do comunicador, suas intenções, sua organização, sua estrutura op,racional, sua história, suas normas jurídicas ou éticas, suas técnicas produtivas; é o estudo da mensagem e do canal, seu conteúdo, sua forma, sua simbologia, suas técnicas de transmissão; é o estudo do receptor, suas motivações, suas preferências, suas reações, seu comportamento perceptivo; é o estudo das fontes, sua sistemática para a recuperação de informações; é, enfim, o estudo dos efeitos produzidos pela mensagem junto ao receptor, a partir das intenções do comunicador” ( J. Melo, In: Cadernos de jornalismo e Comunicação, nº17).

Atualmente, as modalidades de pesquisa em comunicação mais utilizadas entre nós são as seguintes:

  1. Pesquisa de opinião pública – levantamento das atitudes e opiniões do público acerca de determinado assunto, acontecimento notório, instituição etc. Emprega-se essa denominação principalmente para as sondagens relacionadas com objetivos sociológicos, jornalísticos ou políticos.
  2. Pesquisa de marketing – destina-se a influir no desenvolvimento de uma estratégia de marketing, seja na receptividade da marca, seja na comercialização de um produto ou serviço. Realiza-se mediante processos de coleta, registro e análise de dados qualitativos ou quantitativos.
  3. Pesquisa de mídia – levantamento meios de comunicação (veículos de informação coletiva: TV, rádio, jornais,revistas), no que se refere às quantidades e qualidades da audiência. Baseia-se geralmente nas técnicas de amostragem por estratificação (ver amostragem), dividindo-se o público em categorias etárias, geográficas, de classes socioeconômicas: classe A(rica), B (média), C (média baixa) e D(pobre). As pesquisas de mídia são realizadas regularmente por institutos especializados e destinam-se quase sempre a orientar os anunciantes e as agências de propaganda (ver mídia) na programação de inserções publicitárias.
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